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segunda-feira, 26 de maio de 2014

AUSÊNCIA


És saudade sentida
Presente em meus dias.
És amiga Ausência.

És cor e fantasia,
Transparente vibra
Ausência de mim enriquecida.

(Haikais, Elinádia Sousa)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Último verso

Sei que vou
Um dia terei que ir
Mas não quero dor
Não quero lágrima
Quero um último verso
Apenas um suspiro de amor

Amor que ultrapassa gerações
Amor que fica enquanto sai
Amor que ama enquanto só
Amor que aquece enquanto frio
Amor que lava a alma
Amor que não acaba...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Prosinha da infância

 






Não há o que chorar do ontem
Não há ontem para chorar
Se hoje como criança chora
Amanhã  nem ao menos saberá
Se tens como fazer agora
Não deixes pra outrora
O amanhã não virá.



A adolescência passa rápido, é preciso aproveitar.
Quando adultos somos sérios, mas podemos brincar. A vida... Bem, a vida é breve. (Elinádia Sousa)

"A infância é uma gaveta fechada numa antiga cômoda de velhas magias"  ( Vinícius de Moraes)

sexta-feira, 29 de março de 2013

Reflexão da 00:00 hora

Se não há outra, apenas refletir é o que se pode fazer numa noite como estas.
Olhar as estrelas pela janela, perceber que nada interessa.
Sou só um corpo inerte consumido pelo tédio nostálgico de uma noite de insônia.
Mas mesmo em meio a tamanho desamparo, ainda disparo num pensamento sagaz. De que ainda posso me reconstruir.
Tirar a terra dos olhos, apagar a luz.
O sol tá chegando, é hora de dormir.
Fechar os olhos e ver o amanhã,
Livre de idiossincrasias
trocar o amargo pelo mel
As cinzas pelas rosas, livrar-se do breu.

"Todo dia de manhã, é nostalgia das besteiras que fizemos hontem"
(Trecho, "De ontem em diante" O teatro mágico)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Não vou parar, não sou de cair...

Aquela sensação que bate com o primeiro vento da noite, o cheiro e a imagem da pessoa invade seus pensamentos, o orgulho some, o ódio aparece, ódio que se transforma em determinação, determinação que não me deixa desistir, parar, cair, força que vem de dentro, de tão profundo que nem sei como não some, força não bruta, mas psíquica, sentimentos passam diante de mim, tantos falsos amores que já se foram, como sei se esse não é só mais um? Não sei, mas sei que não é, não pode ser, não dessa vez, e o ódio volta, ódio sustentando pelo amor pela vontade de vencer, de ter, de ser, de fazer acontecer, não vou perder você vai ver, vai ver que não sou igual, desejo mortal, não vou parar, não sou de cair, você vai ouvir vai sentir e no fim as palavras ditas serão apenas "eu avisei" e terminam no fim de uma frase."Eu amo você"

CRÉDITOS: David Furtado

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Segue a vida e Ama!

E chega de arrodeios, partimos do ponto de partida, é preciso deixar o que passou para trás e seguir, se não ficaremos para sempre ancorados em coisas do passado que sempre nos levarão as mesmas coisas e aos mesmos lugares, é hora de caminhar para frente, equilibrar-se entre escolhas e consequências, sentir saudade do foi bom e aproveitar o que ainda está por vir, afinal, viver por opção e não por acaso, é isso! Anda, segue a vida e Ama!!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Jogando Palavras na rede...

Apenas quatro palavras? Acho que não!


Seria eu alguém capaz de tal feito?

Aliás... Revelar-se seria um feito?

Falar... Se expor... Arriscar?

Te dizer algo guardado, tal um sussurro insano e sem remédio além de imaginar você...

Desejo cruel! Deliciosamente eu diria...

Nesse pensar olfegante em meio a tanto trabalho eu gosto desse pouco poder ter... Embora apenas em pensamentos...

É um gostar meio louco desse pedacinho de você que aqui perto está... E não ao mesmo tempo.

E em sua réplica ela conclui que estranho seria  não sentisse surpresa ao experimentar esse gostoso prazer de estar em minha companhia.
E completa expondo ou se impondo o concientizar-se de perceber-se tão alegre que até causa-lhe susto! Sintomas de tantos medos, no entanto confessa-se não se proteger... O que exatamente posso concluiur de tudo isso?


Faço minhas as palavras ditas pelo vaqueiro; ou fazendeiro; ou sei lá quem... Mas me enxergo na mesma situação:

"- Me dê uma surra móde eu dizer que morro apanhando e não sei dizê não sinhô!"

Depois de um almoço e vários minutos a pensar no jogo... Afinal, é apenas um jogo... Não?
Não desanimo e tomo uma ação. Provocar-te e, indubitavelmente, surpreender-me!
Assim o faço e digo-lhe que mesmo em meio aos hábitos diários, invariávelmente sempre atarefado...
Me sinto lisonjeado na agradável atenção e assim como música, a mim encanta
Ou como flores que me enchem os olhos com beleza
Se nada posso fazer em prol desse acontecer... o que a mim resta?
Sei lá... Talvez paciência...

Ao assim revelar-se a mim, enquanto eu possuído pela impaciente pressa pelo seu replicar o que alí foi dito, chegaram-me as suas palavras...
Nervoso e tenso tentei imaginar aquele articular de tão belos lábios que, na frieza das palavras de um monitor, de modo quente e fulminante a mim diziam:

- Que poderia eu fazer se tenho todos os medos do mundo?
- Eles  me levam a todas as dúvidas e ao meu principal  adversário: Um desejo, tão profundo e faminto que as vezes chega a doer.
- Me encontro tão mergulhada em mim a ponto de não mais me ver...

Ela procura algo que a faça submergir, algo que a traga de novo para fora e a faça embeber suores alheios.
Ela deseja poder estar entre corpos calados!

Ela diz:
- O que falta  para  consumar este desejo,  bem, eu sei, sim eu sei...
- Atitude!

E de repente, justificado por um trabalho cuja demora só se justifica poder vê-la sempre que a vontade sucumbir aos meus freios de bom senso... Confesso aos meus botões:

- Puxa... Antes mesmo que eu pudesse tomar uma dose de alegria o tempo acabou. O sorriso murchou...
- E a vontade de tê-la só aumentou... Indefinidamente!

 CRÉDITOS: Beremiz

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Insônia

      Estou bem, consigo trabalhar, estudar e até tenho amigos. Encontrei hoje algumas cartas suas e percebi que apesar dessa saudade que me consome, ainda estou bem.
  É tudo tão vazio e calmo aqui, exatamente como era antes. Mas mesmo assim ainda acho que algo mudou, a sua ausência é muito silenciosa e quando chega a noite eu sinto que não vou resistir então durmo para sonhar com você. Éramos tão felizes juntos mas tive que fazer algumas escolhas e tento ser feliz sozinho. Não sei ao certo o que mudou, mas nada é como era antes...